21/06/2007

Carta à Professora Luísa Janeiro!






















Se tinha a certeza da sua excelência, o confirmei hoje mais uma vez. Dois dos seus meninos sobressaíram na realização das Provas de Aferição do 6º ano. A Tânia Fontinha foi a única aluna da Escola Básica 2,3 D.Miguel d’Almeida a obter um A na Prova de Língua Portuguesa e o Luís Duarte o único a obter um A na Prova de Matemática, de entre 11 ou 12 turmas de 6º ano. E não foram alunos dos mesmos professores de Matemática e Língua Portuguesa ao longo do 2º ciclo.

Das provas, diz-se que avaliam o modo como os objectivos e as competências essenciais de cada ciclo estão a ser alcançados pelo sistema de ensino, mas como técnica de educação (psicóloga) dos exemplares que tive oportunidade de ver, pareceu-me que avaliam mais aptidões verbais e numéricas, do que conhecimentos e competências. Ora essas, desenvolvem-se pela estimulação que todas as crianças devem ter oportunidade de viver ao longo do seu percurso educativo e em particular a partir do momento que ingressam no pré-escolar e 1º ciclo.

Gostaria de ter mais dados, para comprovar esta minha opinião, porque é quase uma hipótese científica que gostaria de investigar e comprovar.

Parabéns a si e eles, que souberam aproveitar o seu valor e desenvolver capacidades verbais e numéricas, como se pretende. Despediu-se deles há dois anos, mas deixou com eles um pouco de si e das suas qualidades como pessoa e docente.


Cristina Martins

4 comentários:

Unknown disse...

Parece que houve mais dois alunos que tiveram A a matemática, as miúdas do 6º B, tinham visto mal a pauta.

Anónimo disse...

Como psicóloga deve saber que há muitos factores que condicionam o desenvolvimento intelectual de uma criança, o professor é um deles!
Para ser científico teria de ser uma "regra" e não duas excepções.

Unknown disse...

Tem razão! A hipótese não é cientifica, mas afectiva. E quando a coloco não tenho apenas em conta as duas excepções.

Unknown disse...

Quanto aos factores de desenvolvimento, tendo em conta o número de horas que os alunos passam na escola, a qualidade do docente acaba por ser um factor determinante, para o melhor e para o pior. Às vezes, um docente em poucos meses, consegue destruir tudo o que de bom foi feito por outros. E pode querer que é mais fácil "deitar a baixo" do que "contruir".